terça-feira, 20 de março de 2012

Off line

Às vezes o que me entra pelos sentidos, confundi minhas ideias, não o que sou.
Luzes distorcidas, espelhos narcisistas, cheiros e cheiros.
Não consigo me conectar com a luz, não consigo me banhar no rio, não consigo sentir o cheiro de chão.
É como uma noite mal dormida, quando os sonhos se confundem com a realidade e não se sabe se realmente está acordado ou se dorme.
É como se olhasse o mar e não sentisse sua complexidade, sua profundidade.
É como se olhasse o mar e ficasse vendo as nuvens.


quarta-feira, 14 de março de 2012

Gaiola

A POESIA é como a passarinha,
se mantém presa a nós,
por livre e espontânea liberdade!


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O risco do viver

Os nossos pés estão sobre os nossos próprios jugos.
Você caminha, pisando sobre uma terra movediça. Ao mesmo tempo que traz um chão, não te deixa segura se poderá permanecer ali, e tateia em circulo, atrás de uma realidade sólida. 
Os meus, são pés de Dédalo, que me permitem o risco de vivero mais bonito da vida.
Corre o risco de perder o chão e ganhar o infinito de nós?
O risco de voarmos tão alto, a ponto de nos aproximarmos, por demais, do sol!?
E se as asas de cera derreterem e cairmos daquela altura, qual o problema!?
A vida já é mesmo uma queda que atravessa!
Pelo menos sentiremos o vento no rosto e experimentaremos o observar o mundo a dois, de um prisma que só os que se acreditam juntos, podem ver.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O papel


Pensar é um propor-se em branco.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O silêncio que não se houve

Ah, se o peito falasse a voz que os ouvidos reconhecem.
É que meu peito pulsa saudade e isso não é pouco, isso é imenso.
Quem encontra um amor, o qual o coração troque um tum por outro tum,
descobre a frequência do ser e quem está em volta, talvez nem desconfie
da grande ciranda orquestrada das nossas batidas incessantes, incansáveis,
pois é no silêncio dos olhos que gritamos o nosso GRANDE ENCONTRO.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

2ª Entrevista

na Radio Campina FM 
1 de fevereiro de 2012 por Fabio Dantas
(clique no link e ouça completa)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

As paixões



A vida tem seus leva e traz, como ondas, às vezes vem como se fosse uma ressaca, deixa tudo remexido, mas quando se vai, a areia a beira do ser está lisa, sem marcas, um tapete, para escrevermos novos quereres.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Entrevista Rádio Campina FM

Entrevista Rádio Campina FM
19 de janeiro de 2012 por Tatiana Salles
(clique no link e ouça)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pra recordar

Amo você, com toda seriedade e serenidade do meu peito. Um amor que não cobra o futuro, pois vive cada segundo no durante; um amor que não sabe o lugar que ocupa, por não medir-se tamanho; um amor que é de graça, que foi comprado a brandas palavras e doces olhares; um amor cúmplice, comparsa, culpado de ser, e é...um amor, amor, como deve ser.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Ou-vida

Não há PALAVRA que atravesse a barreira do EXISTIR,
sem um OUVIDO que lhe dê a VIDA.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Olharmos-nus

    poesia diária está no olhar, está no             piscar dos segundos, Na retina de um
A
                                                            instante
                                                           .             .
    No eterno frescor das lágrimas                         que umedece o nosso ser-tão.
                                                     .
                                                     .

                                      A beleza de tudo, trazemos nos olhos.
                                                                                                 .
                                                                                                 .

                                                                .-.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

ontem

Estava o eu, ontem, sentado no meio do tempo,
olhando, a beira do nada, de repente, bateu um vento
e as folhas bateram palma.

domingo, 18 de dezembro de 2011

O que há?

O que há com o nosso alinhamento de pensar, ser e sentir?
Não posso ser só eu? Um ser único? Indivíduo? Agora tenho que dividir tudo que achei ser só meu? Todas as minhas poucas certezas? Todas as minhas muitas dúvidas? Será que não vou mais conseguir agir, sem aquela sensação de quando você encontra uma pessoa na calçada, que decide ir pelo mesmo lado que você, e quando você acha ter pensado mais rápido e vai pro outro, com a mesma certeza, ela também vai?
Tenho um certo medo dessas coisas "paranormais"...por favor não me assuste, porque daqui a pouco vou acreditar, que esse querer incontrolável de ter você para sempre, é você querendo em mim, e que esses caminhos-sentimentos que me perco, é porque não conheço andar por você!


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Prosaico



Conversa mesmo, é essas das que me prende, conversa de coisa que é, dessas que dá ponto sem volta, como é conversa de tempo, que não se deixa ver o vesso, nos olha como Deus e diz que ponto qualquer é certo, mesmo as vez num sendo…mas é!




E quem vai dizer o contrário!?





Com-fundir-se



Estamos misturados, desde sempre, pela alquimia da criação divina.
Somos o alumínio em sua matéria-prima, misturados no fogo, para enfim, sermos Alumínio...Porque as coisas são com as outras.